As pessoas crescem, mudam, aprendem coisas a todo momento, nunca conseguem ser as mesma de uma semana atrás. Gosto de ser uma espectadora da vida, gosto de ver as coisas de fora, e me sentir como se estivesse dentro. Não me intendo muitas vezes, mas sou o que sou. As circunstâncias me mudaram e as pessoas também ajudaram. Nunca sabem que forma tenho, e acho que assim seja melhor, afinal, a graça sempre está no mistério.
Vai lá, corre atrás de quem não te valoriza. Faz as tuas merdas, mas depois sofra as consequências sozinha. Porque se eu não fui suficiente para te amar, também não sou para te consolar.
Quando se ama alguém tanto quanto eu o amava, com todo o seu coração, não pode simplesmente desligar essa emoção quando são tirados de você. Ainda sente com a mesma profundidade. E se não pode ser amor, então… Então se transforma em ódio.
Vocês já tiveram um amor cachaça? Vou explicar melhor e de forma mais clara. O amor cachaça é aquele que tu promete que vai largar e não consegue. E não precisa necessariamente ser amor. Pode ser paixão cachaça, affair cachaça, qualquer coisa… cachaça.
Amores cachaça te consomem, dão tremedeira e taquicardia. Infinitas palpitações no coração. O tempo e a convivência já provaram que vocês dois nunca darão certo, mas é difícil se manter sóbrio 24 horas. Basta um telefonema, um olhar ou um sorriso. Pronto, a tentativa de abstinência vai por água abaixo! Tum-tum no coração.
Isso me lembra de um trecho de uma música do grupo Nenhum de Nós: “Você até parece um vício que largar é quase impossível, exige muito sacrifício e quando eu me considerava limpo, vem você pra me oferecer mais”.
Sim, é um vício. Sim, largar é quase impossível. Sim, exige muito (muito mesmo!) sacrifício. Os amores cachaça são espertos. Sabem exatamente a hora e o momento propício para te oferecer mais. E te deixar com água na boca…
E pra te falar ainda mais a verdade, eu acho mesmo que você foi o príncipe que eu esperei a vida inteira. Porque eu te juro, de todas as coisas do mundo, eu só queria olhar pra você. Eu escolheria você. Se me dessem um último pedido, eu escolheria você.
Costumava mostrar-se boazinha com os feios e revoltava-se contra os considerados bonitos — “uns frouxos”, dizia, “sem graça nenhuma. Pensam que basta ter orelhinhas perfeitas e nariz bem modelado… Tudo por fora e nada por dentro…
— A mais linda mulher da cidade – Charles Bukowski (via tu-me-cativas)
E me beija com calma e fundo, até minh’alma se sentir beijada. O meu amor tem um jeito manso que é só seu, que rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidos com tantos segredos lindos e indecentes. Depois brinca comigo, ri do meu umbigo e me crava os dentes. Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz. Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz.